sexta-feira, 20 de agosto de 2010

México - Parte IV

Depois de visitar Chichen Itza, seguimos em direcção ao Cenote Ik kil.
Na Península de Yucatán, podemos encontrar vários cenotes, que são grutas de rocha calcária que absorvem toda a água das chuvas, criando lagos/poços de água doce. Nesta zona, os rios são subterrâneos e encontram-se todos interligados entre si.
Ao contrário de muitos cenotes, que ainda mantêm a parte superior da gruta, o Cenote Ik kil tem o seu topo completamente a descoberto, no meio de um jardim tropical.
Para chegarmos ao cenote temos de descer várias escadas, pois este tem uma altura imensa. A profundidade do nível da água chega aos 25 metros e a água é geladinha… Apesar do imenso calor que estávamos a sentir, não me apeteceu nada mergulhar no cenote… Mas valeu a pena esta visita para contemplar mais esta maravilha do México.



Conforme planeado na excursão para este dia, fomos almoçar à Hacienda La Guadalupana, onde fomos recebidos, mais uma vez pelos Mariachis e tivemos direito a um almoço ao ar livre com espectáculo de danças típicas de Yucatán.
Depois do almoço, assistimos ao espectáculo tradicional de rodeio mexicano protagonizado por vários homens e mulheres da Hacienda.


Daí seguimos para Valladolid e aqui sim foi possível ver uma cidade verdadeiramente mexicana, com cafés típicos, lojas, igreja e uma praça muito bonita onde existiam muitos bancos chamados “o banco dos namorados, devido à sua construção que permite que duas pessoas se sentem virada uma para a outra.



Terminada a excursão, voltamos ao hotel na camioneta, sempre com o ar condicionado ligado! Nessa noite, e à semelhança do que fizemos quase todos as noites, fomos jantar ao restaurante buffet, depois assistimos ao espectáculo no anfiteatro do hotel e por fim fomos até à Hacienda D. Isabel beber um refresco na esplanada e assistir à musica ao vivo da banda do Bahia Prinicipe.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

México - Parte III

Na 3ª Feira acordamos cedinho (e já com o sol a brilhar!!!) para partir rumo a Chichen Itza, que ficava a cerca de 2h30 de distância. Esta excursão incluía a visita a Chichen Izta, o acesso ao cenote Ik kil, almoço e espectáculo de rodeio na Hacienda La Guadalupana e ida à cidade de Valladolid, uma das principais cidades da Península de Yucatán.
A expectativa da visita a Chichen Itza era enorme, não fosse esta uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Esta cidade arqueológica maia, que funcionou como centro político e económico da civilização maia, é constituída por: Pirâmide de Kukulkán (a principal atracção de Chicehn Itza), o Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas, e o Campo de Jogos dos Prisioneiros.
O acesso às escadas da Pirâmide de Kukulkán está interdito aos visitantes pois, noutros tempos, era possível subir até ao cimo da pirâmide e contemplar toda a cidade maia. As histórias sobre o que deu origem a esta interdição são várias, no entanto, o nosso guia afirmou-nos que esta decisão foi tomada após uma senhora ter caído nas escadas e ter vindo a falecer a caminho do hospital. Tal facto não me admira pois realmente as escadas são perigosíssimas! Admira-me sim que em tanto tempo, apenas uma senhora tenha caído e tenha vindo a falecer…. Mesmo que o acesso fosse permitido, eu acho que não subia!

Mas mesmo sem ir até ao topo da pirâmide, ficamos maravilhamos com este monumento, não só pela sua beleza exterior mas também pelo que simboliza. Para quem gosta de números, o nosso guia explicou que a sua arquitectura está relacionada com o calendário maia: a pirâmide tem 9 patamares divididos ao meio por uma escada de 91 degraus. Temos assim 9 patamares de cada lado da escada (9x2=18 que é o número de meses do calendário ritual). A pirâmide tem 4 faces que, multiplicadas pelo número de degraus dá 4x91=364. Se a este número somarmos o patamar superior, teremos 365, que é o número de dias do outro calendário dos Maias. Coincidências?

Pirâmide de Kukulkán

Um dos lados restaurados e outro dos lados degradados


E o mais interessante de tudo é que nos equinócios da Primavera e do Outono (por volta de 21 de Março e de 21 de Setembro) acontece um espectacular fenómeno solar. A sombra dos patamares projecta-se numa das laterais da escadaria e forma triângulos que fazem lembrar, à medida que o sol se movimenta, o corpo de uma serpente que se desloca até se unir à cabeça, que se encontra esculpida em pedra, na base das duas rampas que ladeiam a escadaria da fachada principal.

Cabeças de serpente


A serpente em Março parece subir (com o por do sol) e em Setembro parece descer (com o nascer do sol). Este espectáculo dura cerca de 20 minutos e atraí milhares de visitantes que esperam horas para assistir a este fenómeno.
Outra curiosidade é o facto de ao batermos palmas num dos lados da pirâmide, esse som entoar a toda a sua volta reproduzindo um som semelhança ao chilrear de um pássaro.


O termo Chac Mool designa um tipo de escultura que representa um homem deitado sustentando um prato sobre o ventre. O homem apresenta-se com os joelhos dobrados e a cabeça girada 90 graus para um lado. Foram encontradas exemplares destas esculturas em diferentes partes do México, principalmente em lugares como Tula e Chichén Itzá, onde existe um exemplar no cimo da Praça das Mil Colunas, também designada de Templo dos Guerreiros.
Também aqui é possível assistir a um fenómeno solar numa determinada altura do ano em que o sol pousa exactamente no prato que está em cima da estátua.

Praça das Mil Colunas

Templo de Chac Mool


O Campo de Jogos dos Prisioneiros era utilizado para o famoso Juego de Pelota onde as duas equipas jogavam à bola, apenas com a anca e os joelhos, e tentavam passar a bola pelo anel situado no topo de uma parede. Diz a lenda que o capitão da equipa vencida era decapitado, e tal é confirmado pelas figuras esculpidas na parede onde podemos ver os jogadores de ambas as equipas e o capitão de uma delas já sem cabeça.

Anel do Juego de Pelota

Figuras esculpidas

Em Chichen Itza existem várias tendinhas onde podemos comprar os tradicionais recuerdos do México e a um preço muito económico aliás, para portugueses ainda é mais barato pois os vendedores perguntavam-nos se éramos portugueses e quando dizíamos que sim, eles respondiam: portugués es más barato :)

domingo, 15 de agosto de 2010

México - Parte II

Tal como eu temia, no 1º dia acordámos debaixo de um temporal de vento e chuva… A vista da janela do quarto era aterradora, víamos o mar enfurecido e as palmeiras agitadas ao som do vento. Claro que eu entrei em pânico e pensei logo que as minhas férias estavam estragadas, que ia estar toda a semana assim, que eu nunca ia ver como era a Riviera Maia realmente com sol… E se não fosse a reunião que tínhamos marcada, às 09h00 no lobby do hotel, com o representante da Soltour, acho que tínhamos ficado toda a manhã na cama mas, tivemos de ganhar coragem para sair do quarto e para apanhar uma molha até chegar à paragem do comboinho.


Tal eu como já tinha lido em fóruns, as excursões pela Soltour pareceram-me exageradamente caras mas a ideia de alugarmos um carro e aventuramo-nos sozinhos pelo México não me agradava de todo. As excursões obrigatórias eram 2: Chichen Itza e Xcaret. Acontece que na compra de duas excursões tínhamos direito à excursão “Cancun Compras”, onde íamos a Cancun visitar 2 ou 3 centros comerciais e, a um desconto especial para a excursão a Tulum.
Sendo assim, programamos a nossa semana da seguinte forma: 3ª feira – Chichen Itza; 4ª feira – Cancun Compras; 5ª feira – Xcaret; 6ª Feira – Tulum e Sábado e ultimo dia, seria o único dia inteiro passado no resort.
Como nesse dia o sol e o bom tempo continuavam sem querer aparecer, aproveitamos para tratar de algumas coisas que estavam em falta: comprar o cartão telefónico para ligar aos papás, alugar um transformador para o carregador de pilhas (a corrente lá era tão fraquinha que as pilhas nem carregavam) e reservar os 2 restaurantes temáticos que faltavam.

No Bahia Principe, podíamos comer em qualquer um dos três restaurantes buffets do resort e ainda tínhamos direito a 3 restaurantes temáticos. Como no 1º dia já tínhamos reserva no restaurante mexicano, faltava-nos escolher mais 2. Optámos pelo Frutos del Mar, de marisco, que já me tinham dito ser muito bom, e pelo La Gran Tortuga, de rodízio de carnes. Apesar de ainda ser 2ª feira, já só conseguimos reservas para 6ª e Sábado.

Depois de almoço o tempo melhorou um pouco e fomos até à piscina mas volta e meia começava a chover torrencialmente, com tal força que tínhamos mesmo de nos por debaixo de água para a chuva não nos magoar…
Este dia foi mesmo uma desilusão… Apesar do calor o sol nunca apareceu e nem deu para bronzear um bocadinho :(

À noite, depois de jantar fomos até à Hacienda D. Isabel, o centro comercial do resort onde existem várias lojinhas com produtos típicos do México e, a partir das 23h00 tem música e animação ao vivo. Este era sempre um bom sítio para ir à noite onde, enquanto estávamos sentados na esplanada, a beber umas pinas coladas, víamos os bailarinos do resort a ensinar as coreografias aos hospedes menos envergonhados que aceitavam ir dançar com eles :)
Depois à 00h00 abria a discoteca onde íamos dar um pezinho de dança e beber umas margaritas :)




 
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