terça-feira, 1 de maio de 2012

Londres: Parte II

A viagem a Londres começou bem cedo pois o avião era às 06h30 no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. O voo da Ryanair saiu à hora marcada e chegou ao aeroporto de Londres – Stansted às 08h40. Este aeroporto dista cerca de 1 hora do centro de Londres e as hipóteses para lá chegar são várias. Podemos optar pelo comboio, o meio de transporte mais rápido mas também o mais caro, ou pelo autocarro, e aqui temos pelo menos duas opções: os easybus e os buses da Terravision. Na altura do planeamento desta viagem, este foi um factor importante a ter em conta e optamos pelo autocarro devido à diferença considerável de preço. Entre o easybus e Terravision, optamos pelo Terravision por parar na estação Victoria, onde queríamos comprar os bilhetes para o metro e de onde a linha do metro era directa para o nosso hotel, para deixar as malas.


Os bilhetes podem ser comprados online mas, como temos de escolher o horário de ida & volta e tínhamos medo que o avião se atrasasse, optamos por deixar para comprar num local onde pudéssemos tirar todas as dúvidas. Esse local foi mesmo no Aeroporto Francisco Sá Carneiro onde, na porta de embarque, montam um balcão onde podemos comprar os bilhetes. Compramos logo os bilhetes de ida & volta e consoante o horário dos nossos voos, aconselharam-nos os autocarros a apanhar, garantindo que podíamos optar por qualquer outro horário, mesmo que tivéssemos feito a compra online. A vantagem da compra online é que conseguimos poupar algumas libras, o que no nosso caso seriam cerca de 2 libras por pessoa.

Em Stansted, encontramos estes autocarros no piso -1, nos terminais 12 e 13.
A viagem dura mais ou menos 1 hora dependendo do trânsito e é sempre por montes e vales verdejantes, uma paisagem que não esperávamos ver em Londres e que se avista logo na aterragem.


Chegados à estação Victoria deparamo-nos com uma estação gigantesca com terminais de comboio, bus e metro e com imensas lojas e restaurantes.


Fomos directamente comprar os bilhetes para o metro, o chamado Travel Card. Estes bilhetes existem em modalidades de 1 ou 7 dias e como só lá íamos estar 4 dias, compramos bilhetes diários que custam 7 libras se quisermos andar depois das 09h30 (fora da hora de ponta) ou 8 libras se quisermos andar antes das 09h30. Ambas as opções permitem andar no metro e nos buses nas zonas 1 e 2, as zonas centrais de Londres e onde se encontram todas as atracções que queríamos conhecer.


 
Os bilhetes podem ser comprados em qualquer estação de metro mas tínhamos de comprá-los numa estação que fosse também de comboios para que os Travel Cards tivessem o símbolo da National Rail, que permitem ter acesso aos descontos 2for1 do Days Out Guide. Para ter acesso a estes descontos, basta registarmo-nos no site, seleccionar as atracções que queremos visitar e imprimir os vouchers. Estes vouchers têm de ser apresentados com os Travel Cards para termos 2 bilhetes e só pagarmos 1. Esta é sem dúvida uma promoção muito vantajosa que vale a pena. Nós usufruímos deste desconto no London Eye e no Madame Tussaud.
No último dia, como não íamos visitar nenhuma destas atracções, compramos os Travel Cards na estação de metro Earls Court e vejam como são os bilhetes sem o símbolo da National Rail:


Da estação de Victoria, apanhamos o metro para Earls Court, a estação mais próxima do nosso hotel sobre o qual falarei mais adiante. Deixamos as malas, voltamos para a estação de metro e seguimos em direcção à Tower of London e à Tower Bridge, os primeiros pontos do nosso roteiro.


Esta torre está repleta de história e a sua função variou ao longo dos séculos. Desde palácio para "Sede da Casa da Moeda" a "Mostra dos Animais do Reino", também serviu como local de execução e tortura. Este último uso levou à frase "sent to the Tower" (mandado para a Torre), que significava ser aprisionado.
É também na Torre de Londres que as jóias da coroa britânica ficam guardadas numa câmara subterrânea, depois de terem sido roubadas da Westminster Abbey.
Menos valiosa mas igualmente curiosa é a colônia de corvos que habita a Torre e é protegida por decreto real. Segundo a lenda, o império ruirá no dia em que as aves pretas deixarem o lugar.

Nesta fortaleza encontra-se o famoso Traitors' Gate por onde entravam os prisioneiros condenados.


É possível visitar o interior da Torre mas como estávamos com o tempo contado e o preço dos bilhetes não era convidativo, seguimos para a lindíssima Tower Bridge, um dos ícones da cidade Londrina.



Construída sobre o Thames River (Rio Tâmisa), o nome desta ponte deriva da Tower of London devido à sua proximidade.




Atravessamos a Tower Bridge em direcção à margem Sul do Thames River onde fica um conjunto de edifícios de formas estranhas, entre eles a City Hall, a Câmara Municipal de Londres.


Enquanto andávamos à procura da Southwark Cathedral, encontramos as Galerias Hay’s, um aglomerado de lojas típico de Londres.




Seguimos pelo The Queen’s Walk, sempre pela margem do Rio Tâmisa, de onde tínhamos uma perspectiva beneficiada sobre a The City, o centro administrativo e financeiro de Londres, situado na margem Norte.

 


Finalmente encontramos a Southwark Cathedral, mesmo junto à London Bridge.



Atravessamos a London Bridge novamente para a margem Norte, onde na sua extremidade fica o The Monument to the Great Fire of London, simplesmente conhecido como “The Monument”.
Esta coluna de pedra de 61 metros de altura marca o ponto exacto onde começou um enorme incêndio que atingiu a capital inglesa em 1666. Este incêndio começou numa padaria, durou três dias, destruiu aproximadamente 13 mil casas e deixou 70 mil pessoas desalojadas.
O monumento foi erguido no local onde antes existia a igreja de St Margaret, New Fish Street, a primeira de 87 igrejas destruídas pelo fogo.
Pode-se subir ao topo do The Monument através de uma escadaria de 311 degraus. Lá em cima tem-se uma das melhores vistas sob a cidade de Londres.


E assim estava terminada a primeira manhã na cidade Londrina :)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Londres: Parte I - O Planeamento

Depois de já conhecermos Paris, Madrid e Barcelona, Londres é sem dúvida um destino muito desejado, dentro das cidades europeias.
Aproveitamos, mais uma vez, as promoções da Ryanair e marcamos esta viagem com quase 4 meses de antecedência, para assim garantir os melhores preços.
Esta viagem está quase aí a chegar e por isso já foi tempo de pesquisar, seleccionar e planear o roteiro das atracções a visitar.


Vamos lá estar 3 noites e sensivelmente 3 dias e meio pois, o voo de ida é de manhã cedo e o de volta é ao fim da tarde mas, como vamos pelo aeroporto de Stansted, ainda vamos perder algum tempo nas viagens de e para o aeroporto…

Então definimos o seguinte roteiro:

1º dia

Manhã
Tower Brigde
London Tower
Monument
The City
Millennium Brigde
Tate Modern
Southwark Cathedral

Tarde
St Paul's Cathedral
Covent Garden
Picadilly Circus
Leicester Square

Noite
Picadilly Circus
China Town
Soho


2º dia

Manhã
Cleopatra’s Needle
Waterloo Bridge
Trafalgar Square
National Gallery
St. Martin in the Fields
The Mall
Admiralty Arch
Buckingham Palace
St James Park
St James Palace

Tarde
Westminster Abbey
Houses of Parliament
Big Ben
Westminster Bridge
Downing Street
London Eye
Thames River
Stamford Bridge

Noite
Westminster


3º dia

Manhã
Harrods
Victoria & Albert Museum
Natural History Museum*
Science Museum
Royal Albert Hall
Albert Memorial
Kensingston Garden
Kensingston Palace
Hyde Park
Wellington Arch
Marble Arch

Tarde
Oxford Street
Nothing Hill
Portobello Road
Camdem Town


4º dia

Manhã
Madame Tussauds*
Regent's Park
Brithish Museum

Tarde
Viagem de regresso para o aeroporto

Londres tem imensos museus e o mais extraordinário é que são todos gratuitos! Gostaríamos imenso de visitar todos mas como o tempo não chega para tudo, vamos apenas visitar o Natural History Museum e o Madame Tussauds, este último a pagar.

Sabemos que vai ser puxado e vai ser preciso bater muita perna mas estes pontos são todos obrigatórios! E ainda nos fica a faltar Greenwich que queríamos muito conhecer mas já não conseguimos arranjar mais nenhum espacinho no roteiro :(
Agora resta-nos esperar que tudo corra como planeado e que o S. Pedro nos dê uma ajudinha ;)

sábado, 7 de abril de 2012

Porto - Parte III

Depois da visita à Estação de São Bento, seguimos em direcção à Sé do Porto onde, mesmo com o céu nublado, temos umas vistas magníficas sob a cidade invicta.







O próximo destino era a Ribeira e para lá chegarmos fomos novamente até à Batalha para apanharmos o Funicular dos Guindais.


O funicular original foi inaugurado em 4 de Junho de 1891, e fechou dois anos depois devido a um grave acidente em 5 de Junho de 1893. Foi totalmente reprojectado na tentativa de o repor em funcionamento mas isso nunca chegou a acontecer. No âmbito do projecto PORTO 2001 / Capital Europeia de Cultura, a ideia foi aproveitada e projectado para o mesmo local um novo funicular. Do equipamento original praticamente não foram encontrados vestígios. Assim, um século depois, o novo funicular abriu a 19 de Fevereiro de 2004.


A distância deste trajecto são 281 metros sendo o tempo de viagem apenas 3 minutos. Na descida somos acompanhados pela Muralha Fernandina do lado direito e podemos apreciar a Ponte D. Luís, que juntamente com a Torre dos Clérigos, são o ex-libris da cidade do Porto.


Quando saímos do funicular, damos de caras com a entrada da Ponte D. Luís que liga o Porto a Gaia. A travessia desta ponte estava planeada para outro dia por isso seguimos em direcção à Ribeira.

Ao lado da ponte ainda é possível ver os pilares da antiga Ponte Pênsil, que foi substituída pela ponte D. Luís em 1887.

Por sua vez, a Ponte Pênsil foi construída para substituir a Ponte das Barcas depois da tragédia de 29 de Março de 1809 em que milhares de vítimas pereceram quando fugiam, através da ponte, às cargas de baioneta das tropas da segunda invasão francesa, comandada pelo marechal Soult, em 29 de Março de 1809.
É possível ver na Ribeira uma homenagem às mais de quatro mil pessoas que morreram nesse dia - as "Alminhas da Ponte".

Seguindo sempre junto ao rio, podemos apreciar os típicos barcos rabelos que tradicionalmente transportavam as pipas de Vinho do Porto do Alto Douro, onde as vinhas se localizam, até Vila Nova de Gaia, onde o vinho era armazenado e, posteriormente, comercializado.



A Ribeira é um dos locais mais antigos e típicos da cidade do Porto, considerada Património Mundial da UNESCO. É muito procurada pelos turistas e é um local de concentração de bares e restaurantes.



O seu ponto mais emblemático é a Praça da Ribeira, popularmente também conhecida por Praça do Cubo.

E pronto… Assim terminou o 1º dia de visita à Invicta com a promessa de voltar e descobrir mais maravilhas desta cidade fenomenal que tanto nos orgulha :)
 
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